Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

A dieta da banana, os formadores de opinião e meu novo tênis velho

Este fim de semana, minha sogra e sua irmã começaram a fazer uma dieta milagrosa. É tudo muito simples, basta comer uma banana pela manhã e ficar à vontade para deliciar-se com o que bem entender durante o dia. A promessa é de que, nos casos mais extremos, se perca um quilo diariamente. Fácil, né?

Você, astuto leitor, já deve estar imaginando que somente duas senhoras de meia idade poderiam cair neste conto da carochinha. Pois saiba que você está - tal qual este que vos escreve estava - redondamente enganado. Milhares de pessoas no mundo inteiro estão seguindo esta dieta e esperando os efeitos milagrosos da tal dieta da banana. A ponto de a fruta tropical ter se tornado alimento de luxo no Japão, país onde a moda iniciou-se.

Tudo começou com uma cantora de ópera que afirmou, em rede nacional Japonesa, que tinha emagrecido sete quilos na última semana sem muito sacrifício, graças à dieta criada há pouco por uma farmacêutica e seu marido.

Não tardou para que o casal escrevesse um livro que foi um verdadeiro sucesso de vendas e tornou a dieta mais popular que nota de um real, não somente em terra nipônicas, mas em todo o mundo, sendo acatada, inclusive, por atores e cantores famosos em terras ocidentais.

Daí a chegar ao ouvido de uma amiga da amiga da irmã da minha sogra: um pulo.

Conclusão: Graças à lei da oferta e da procura, o preço da banana subiu 200%, no Japão.

Quando eu era adolescente, sonhava como adolescente e agia como adolescente. Agora que sou jovem, continuo tentando realizar meus sonhos de adolescente. Entre eles, comprar todos os tênis de Skate que meus ídolos da época usavam - embora eu não ande mais de skate.

Nunca tive um tênis que durasse mais que seis meses. Explico, quando gosto de uma coisa, a uso em demasia, o que acarreta alguns problemas na durabilidade do produto. Em outras palavras, sou desleixado. Tendo em vista meu relaxo, não costumo reclamar da qualidade dos produtos que compro. Porém tudo tem limite.

Há cerca de um mês eu comprei um tênis, que uso mais ou menos três vezes por semana, sendo que fui para a academia com ele umas quatro ou cinco vezes. Só. Como já disse, não ando mais de skate, logo, não faço nada que possa deteriorar tão rapidamente um sapato. Porém, acredite, o tênis está acabado.

O que estas histórias têm em comum? Os formadores de opinião.

Pois sim. Ambos, minha sogra e eu, fomos influenciados por um modelo ao qual queríamos nos assemelhar, por mais que seja difícil admitir. E os dois deram com os burros n’água.

Os tão famosos formadores de opinião – leia-se artistas, atores, vizinha-rica, jornalistas ou o cara mais popular da faculdade – fazem um grande bem à marca ao recomendá-la, usarem-na ou, simplesmente mentir, dizendo que a usam. Eles fazem com que nós experimentemos os produtos. O que já é meio caminho andado, desde que o produto realmente seja aquilo que ele disse que era.

Agora se o produto não for tudo aquilo: FAIL.

Conquistar o cliente é muito importante, mas o que faz uma marca, de verdade, é a fidelização. E para fidelizar o peão, propaganda não é suficiente. O produto precisa ser, realmente, bom.

David Ogilvy disse certa vez que o que você diz é sempre mais importante do que como você diz. Entende a importância do conteúdo, seja de um tênis, uma fruta, um site ou uma campanha?

Marketianamente falando, vivemos em tempos de relacionamento com o consumidor. Tempos em que as propagandas de milhões por segundos são para anunciar um hot-site da campanha. Em época de crise, cada centavo é ainda mais valioso. Se pudesse dar um conselho para os anunciantes diria: Gaste milhões com formadores de opinião, sim, porém, tenha certeza que seu produto é realmente sensacional.

Agora, como publicitário, penso que se for para gastar com banners, breaks, compras de mídia e afins, que seja com um propósito: Chamar o consumidor para uma conversa. Mas uma boa conversa. Bom conteúdo, bons diálogos. Para que ele volte sempre. Afinal, se não podemos mexer no produto. Podemos, pelo menos, mexer nas campanhas.

Precisamos vender os produtos com verdade. Até porque se minha sogra não emagrecer, meu consumidor achar meu site bonitinho, mas bobinho e meus próximos tênis dessa marca não durarem mais, sabe o que vai acontecer?

Tudo vai acabar a preço de banana. O antigo.

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Reforma ortográfica


Desde o primeiro dia deste ano, a reforma ortográfica na língua portuguesa está valendo.

Você deve ter ouvido falar alguma coisa – sabe que a trema extinguiu-se e que ideia não tem mais acento -, mas se quiser testar seus conhecimentos, de verdade, recomendo que faça este teste.

Tenho certeza que você vai se surpreender.

Update: Achei este manual que não é tão legal quanto o teste, mas é oficial e esclarece bastante.

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

O pecado de Paulo - Monólogo em Pê maior

Praça pública.


Paulo proclamava:


“Precisamos parar. Pleitear propostas. Propagar pureza. Porque poderosos propõem pobreza? Porcos, podres.”


Paulo, pequeno, perambulava pelas portas, pedindo para pobres. Pedia poder. Publicidade? Poria por propaganda: “Povo primeiro.” Pronto, pensava. Pleitearia propostas poderosas, pobres passariam para príncipes. Poder. Paulo, príncipe pro povo, poria pobreza para poderosos políticos. Planejava perfeição.


Planalto? Pouco preocupavam-se. – “Poupem-nos”, proferiam pelos palácios.

Príncipes proclamados por príncipes. Podres, porém poderosos.


Paulo pleitearia pelo povo. Planejava poder. Porém: povo primeiro.


Pensou, planejou, preparou-se: Partiu.


- Pelo povo, para o poder.


Perante poderosos. Pouco-a-pouco, Paulo provou porque precisou pleitear.


Pois, puseram-se parceiros. Proporam para Paulo poder. Pouco, porém pacifista.


Poder, paz...


Possuído por pensamentos podres, Paulo pecou.


Pelo poder, pelos poderosos: proclamado príncipe.


Paz pessimista, políticos porcos, povo primata, puritanas prostitutas, padres petistas. Planalto pântano, periferia porca.


Paulo: pequeno, porco, podre.


Puta país pecaminoso.

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

O Marketing do Ano Novo

Como quase todo gafanhoto-publicitário, esporadicamente eu falo sobre marketing. MKT não me chama tanto a atenção, criação é bem mais legal. Como diria a frase naquele caminhão: Publicidade é arte, marketing faz parte. Mas como ele está no nosso dia-a-dia, não posso ficar de fora: dou meus pitacos. Feita esta breve consideração, me sinto à vontade para falar sobre uma das mais brilhantes estratégias de marketing de todos os tempos - e não estou falando do Natal, coisa de gênio do planejamento da igreja católica - me refiro a ele: O reveillon.

Nenhum RH, por mais que invista em Endomarketing, conseguiria motivar uma equipe com seis bilhões de pessoas dando uma festa que é comemorada unicamente para que todos se sintam motivados. Motivo idiota - se me permitem a redundância.

O tempo, como todos sabem, é uma convenção humana. Imagine que, em um belo dia (?), alguém resolveu criar uma unidade de medida para organizar a rotina. Definida esta unidade, separaram-na em segundos, minutos, anos, décadas e assim sucessivamente - como você conhece hoje. Eu tenho um palpite sobre como os gênios desta época começaram a contar os anos: “ – Vamos lá pessoal, acho que a lua já está lá em cima, o ano um vai começar… agora.” E a partir do ano seguinte, conforme previamente acordado, fizeram uma festa para comemorar o início do ano 2.

Pois bem, cá estamos no século XX D.C, segundo o calendário vigente no Brasil, comemorando o fim do oitavo ano do segundo milênio. Todos fazendo listinhas de planos para 2009. Gastando o pouco que sobrou do Natal em mais um frango, ou parente próximo, para a ceia de reveillon. Todos felizes, ou não, com os resultados de 2008. E, principalmente, super-esperançosos de que 2009 será cheio de prosperidade, amor, paz e tudo-de-bom.

Minha intenção, de maneira alguma, é influenciar alguém em se revoltar com o mundo e não participar da festa, ou começar a ver teoria da conspiração em tudo. Antes, é apenas apontar uma bem sucedida estratégia de marketing que, como todas deveriam ser, chega a passar despercebida - pois entrou na cultura popular.
Meu desejo é que assim como todos participam anualmente do amigo-secreto da firma, participem também desta data comemorativa. Afinal é mais uma festinha, e, como todo gafanhoto-publicitário, eu adoro festinhas. Portanto, não seja chato. O tempo é uma convenção mundial, e você não pode ficar de fora - literalmente.

Reúna seus amigos e comemore o ano novo. Até porque, como bom arroz-de-festa, acho endomarketing uma das áreas mais legais do marketing.

Ps: Este é o meu jeito de dizer que desejo um feliz ano novo para você, sua família e todo o mundo. =)

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Brincadeira de mau gosto

Vai pensando que vida de Toy é brincadeira.


Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Sobre prolixidade e redundância


Gostaria de enfatizar que a hegemonia do ambiente político exige a precisão e a definição dos paradigmas corporativos. Assim mesmo, o julgamento imparcial das eventualidades cumpre um papel essencial na formulação das diretrizes de desenvolvimento para o futuro. O empenho em analisar a consolidação das estruturas estimula a padronização do sistema de participação geral. Neste sentido, a adoção de políticas descentralizadoras auxilia a preparação e a composição dos relacionamentos verticais entre as hierarquias. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como a mobilidade dos capitais internacionais pode nos levar a considerar a reestruturação das novas proposições.

Podemos já vislumbrar o modo pelo qual o desenvolvimento contínuo de distintas formas de atuação representa uma abertura para a melhoria de todos os recursos funcionais envolvidos. As experiências acumuladas demonstram que a constante divulgação das informações causa impacto indireto na reavaliação do orçamento setorial. No mundo atual, o comprometimento entre as equipes obstaculiza a apreciação da importância das condições inegavelmente apropriadas. Acima de tudo, é fundamental ressaltar que a complexidade dos estudos efetuados é uma das consequências do retorno esperado a longo prazo.

Caros amigos, a valorização de fatores subjetivos garante a contribuição de um grupo importante na determinação da gestão inovadora da qual fazemos parte. Do mesmo modo, o desafiador cenário globalizado acarreta um processo de reformulação e modernização dos índices pretendidos. Por outro lado, a percepção das dificuldades assume importantes posições no estabelecimento dos níveis de motivação departamental. Ainda assim, existem dúvidas a respeito de como o fenômeno da Internet ainda não demonstrou convincentemente que vai participar na mudança do processo de comunicação como um todo.

Clique aqui e descubra o segredo de tanta sabedoria.

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Anna

Estava de dieta.

Mas quanto mais tentava controlar a balança, mais aumentava a vontade de comer não-sei-o-quê.

Comecei com chocolate branco.
Normalmente chocolate branco funcionava, de primeira.
Mas desta vez não!
Tudo bem – tentava me controlar -, um pedaço de chocolate branco só tinha 45 calorias.
Pensei em repudiar-me, decidi correr cinco minutos a mais na esteira, e fui para paçoca.
Paçoca só tinha 35 calorias e a vontade estava quase passando.

Mas quem passou foi minha chefe, que deu aquela risadinha - que só chefes e mães sabem dar quando pegam a gente fazendo coisa errada - e contou a história de uma menina que, como eu, comia quando tinha vontade e acabou engordando 15 kgs em um ano.

Por via das dúvidas praticamente nunca mais comi em horário de trabalho.

Nem em horário algum.

Todos à sua volta a aplaudiam pela iniciativa de compartilhar pela primeira vez.

Sofrera daquele mal durante 12 anos e agora contara sua história para um grupo de ex-modelos que lutavam contra anorexia e bulimia.

Enquanto chorava desesperadamente.